Historia del VoleibolENTREVISTA A MARCO AURELIO MOTTA - DT SELECCIÓN TURCA

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Rafael
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ENTREVISTA A MARCO AURELIO MOTTA - DT SELECCIÓN TURCA

Mensaje #1 por Rafael » 26 Dic 2010, 22:15

26/12/2010 - Como o Melhor do Vôlei havia anunciado no dia 24-12, o técnico brasileiro Marco Aurélio Motta irá assumir a seleção turca feminina adulta. O técnico conversou exclusivamente com o Melhor do Vôlei e falou sobre sua nova experiência em solo turco.

Marco Aurélio Motta começou a carreira muito jovem. Com apenas 19 anos assumiu o cargo de técnico da equipe adulta feminina do Botafogo do Rio de Janeiro. E em 1984 assumiu a equipe do Bradesco do Rio de Janeiro, conquistando o Brasileiro de clubes, superando a fortíssima equipe da Supergasbrás e e em um elenco que tinha oito juvenis, entre elas: Denise Souza, Ana Richa e Adriana Samuel. No mesmo ano o técnico assumiu as seleções juvenis infanto-juvenil e juvenil, conquistando o título sul americano em ambas as categorias.

Em 1985, o técnico levou o selecionado juvenil ao quarto lugar no Mundial da Itália, revelando grandes jogadoras ao voleibol nacional como Ana Moser, Ana Volponi, Ana Paula Pissoler e Tina. Porém, o título de maior expressão alcançado pelo técnico foi o título mundial juvenil dois anos depois diante da Coréia do Sul; na equipe estavam nomes como Fernanda Venturini, Márcia Fu, Cilene, Kerly e Simone Storm.

O técnico dirigiu a equipe da Lufkin também no Rio de Janeiro e novamente surpreendeu ao levar a equipe ao título brasileiro novamente com um elenco com várias juvenis, entre estas estavam a levantadora Andrea Marras e Virna.

Em 1991 assumiu a seleção adulta feminina italiana e o gerenciamento das categorias de base, onde nesse período as seleções infanto e juvenil foram campeãs européias em 1995, diante da favorita Rússia.

De 1997 à 2003, esteve trabalhando junto a CBV, dirigindo o selecionado nacional adulto de 2001 à 2003. Nesse período lançou várias jogadoras da atual seleção adulta na equipe, em função de pedido de dispensa de várias atletas. Entre essas atletas estavam Paula Pequeno, Sassá, Sheilla, Fabiana e Jacqueline.

Em 2004 o técnico assumiu a equipe turca do Eczacibasi Sport Club, permanecendo a frente da equipe até 2007 e conquistando onze dos doze campeonatos que a equipe disputou.

Novamente em solos turcos, o técnico agora assume um novo compromisso na carreira, ao dirigir a seleção turca feminina e tentar levar a mesma a uma inédita participação em Jogos Olímpicos.

Abaixo segue uma pequena entrevista que o Melhor do Vôlei fez com o técnico.

Como surgiu o convite de dirigir a seleção turca?
Trabalhei no voleibol turco por três anos na equipe do Eczacibasi Sport Club. Neste período conquistamos onze dos doze disputados nas temporadas 2005/2006 e 2006/2007 em diferentes categorias. Acho que outro fator importante foi que a base da seleção atual trabalhou comigo neste período.

Depois que você saiu do Eczacibasi Sport Club, você estavaenvolvido com voleibol?
Em 2007 recebi a proposta do clube para renovar por mais duas temporadas, mas estava muito cansado pois os últimos anos tinham sido muito estressantes e optei por voltar ao Rio de Janeiro. Neste período recebi propostas para dirigir duas seleções femininas: da Grécia e Espanha, mas não chegamos a um acordo.

Conte-nos um pouco da sua experiência na primeira passagem pelo voleibol turco, quando dirigiu o Eczacibasi de 2004 à 2007.
Foi uma experiencia muito interessante pois o Eczacibasi é um clube tradicional com uma estrutura fantástica de trabalho, mas que vinha de um período confuso com muitos problemas internos. Quando cheguei em agosto de 2004 tínhamos apenas oito jogadoras, mas todos estavam muitos motivados e começamos a desenvolver um trabalho gradual de reestruturação da equipe dentro e fora de campo. Depois deste primeiro ano, deslanchamos.

O selecionado turco passa por um grande momento, inclusive alcançando o melhor resultado das histórias de mundiais, com a sexta colocação obtida agora em Novembro no Japão. O que você espera desse grupo de atletas que vai treinar?
É uma equipe que passa por um momento de transição, mesclando algumas jogadoras experientes e outras mais jovens e que vive uma evolução no cenário mundial. O voleibol turco atual alia bons investimentos nos clubes e grandes projetos por parte da federação. Embora ainda alterne bons e maus resultados, fará parte com frequência das primeiras posições no voleibol europeu e mundial.

Você dirigiu os selecionados nacionais da Itália e do Brasil, porém seus maiores resultados foram com as seleções de base desses países; ganhando o Mundial Juvenil de 1987 com o Brasil e os Europeus Infanto e Juvenil em 1995 com a Itália, e agora novamente terá pela frente o desafio de dirigir um selecionado adulto. Já tem em mente como vai ser seu trabalho por lá?
Criou-se este estigma, porém nas seleções que dirigi não haviam, por diferentes motivos, os pressupostos para a obtenção de resultados expressivos.

Na Itália no período de 1991/1995 fui convidado por Júlio Velasco (coordenador de seleções na época) para iniciar um trabalho com uma nova geração de atletas e introduzi-la gradualmente na seleção adulta. Este trabalho obteve resultados nas categorias de base e apos alguns anos, títulos europeus e mundiais com outros treinadores na equipe adulta.

No Brasil de 2001 a 2003 tivemos que acelerar o processo de renovação da equipe em função dos problemas ocorridos neste período e os resultados ficaram infelizmente em segundo plano.

Mas no período que trabalhei em com equipes adultas em clubes no Brasil e na Turquia obtive títulos: quatro nacionais, dois sul-americanos e alguns outros que me levaram às seleções destes países. Muitos destes conquistados em condições adversas, não como favoritos.

O que você destacaria como grandes diferenças do voleibol turco para o voleibol italiano e brasileiro?
Tanto o voleibol feminino brasileiro como o italiano sofreram muita influência do voleibol masculino, já que estes obtiveram resultados internacionais anteriores. Estas experiências foram sendo gradualmente adaptadas para o voleibol feminino. Já no voleibol turco esta identidade virá através do próprio crescimento do voleibol feminino.

O voleibol turco historicamente por questões geográficas sofreu muita influencia do voleibol do leste europeu (Bulgária, Rússia, Ucrânia, etc..) embora suas jogadoras tenham características físicas diferentes. Mas na ultima década a participação em competições mundiais e a contratação de técnicos de outros países têm contribuído para o crescimento do seu nível técnico.

Chiapini em suas últimas convocações causou polêmica ao deixar de fora jogadoras experientes e muito boas tecnicamente, como a levantadora Elif Agca. Você pretende conversar com essas jogadoras e se estiverem no seu melhor, inseri-las no grupo?
Chiappini acabou pagando o preço que todo treinador paga ao iniciar um processo de renovação, mas fez escolhas coerentes com o momento que vivia o voleibol turco. Não sei os motivos que o levaram a deixar de fora algumas jogadoras, mas sinceramente não acho relevante no contexto geral.

Chamarei as melhores jogadoras do campeonato, até porque parte do processo de renovação já foi feito anteriormente.

Qual a emoção de treinar novamente a Naz Aydemir, agora já bem experimentada com 20 anos, já que foi você praticamente que a lançou no voleibol, a treinando nas categorias de base do Eczacibasi?
Tenho boa relação não só com a Naz, assim como com a base da seleção atual que jogou comigo no Eczacibasi: Esra, Gulden, Gokcen, Neriman, Nesve e Busra. São jogadoras muito profissionais, educadas e motivadas.

Você irá ser exclusivo do selecionado adulto ou irá trabalhar com as categorias de base com outro cargo ao mesmo tempo?
Serei responsável pelo planejamento técnico de todas as seleções e treinador da seleção adulta.

Você terá um ano de 2011 cheio de desafios: o Europeu, que classifica para a Copa do Mundo e este classificatório para os Jogos Olímpicos de Londres. Como você encara esse desafio?
São varias competições importantes em um continente com muitas equipes do mesmo nível técnico. Tirando a Rússia e a Itália, muitas outras equipes se equiparam. Trabalharemos para "incomodar" todas estas equipes.

Estou muito confiante e motivado para estes desafios.

Você irá continuar trabalhando com o mesmo grupo que Chiappini vem trabalhando nesses dois últimos anos ou pretende lançar jovens talentos no grupo?
Não haverá grandes surpresas. Será um trabalho de crescimento técnico e tático e não de mudanças de jogadoras.

A Liga Turca nos últimos dois anos teve um grande crescimento. Você a colocaria um patamar acima da Liga Italiana ou ainda o Italiano reúne os melhores atletas?
Em termos de investimentos é a maior liga européia no momento junto com a russa. Mas não apresenta um equilíbrio muito grande entre as equipes. A diferença técnica entre as quatro primeiras e as quatro últimas ainda é muito grande.

Qual vai ser a duração do seu contrato?
Até dezembro de 2012

http://www.melhordovolei.com.br/

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Re: Entrevista a Marco Aurelio Motta novo tecnico da sel tur

Mensaje #2 por IVAN JIMMY » 15 Nov 2011, 01:47

Marco Aurelio consiguio el podio en este 2011 en el europeo en serbia e italia.


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